quarta-feira, 16 de abril de 2025

CURSO DE TAROT DE THOTH

Iremos iniciar agora em 06 de Maio de 2025, mais uma turma de Tarot de Thoth, ON-LINE.

As pessoas interessadas podem escrever para maiores informações para: institutoaleistercrowley@hotmail.com

Visitem nosso site, para outros cursos: https://srgbronze.wixsite.com/sergiobronze

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

OS AMANTES

O arcano dos Amantes, nos primeiros Tarôs, representa o Cavaleiro que recebe a mão da filha do Rei em casamento, após algum feito extraordinário. Curiosamente, percebemos que o Cupido está apontando a flecha apenas para a donzela e isto nos mostra que ela é quem está apaixonada pelo seu herói, mas o mesmo parece não ocorrer com o Cavaleiro. O seu olhar cínico para nós, desvela o que ele realmente deseja. As donzelas sempre submissas, os Reis sempre preocupados com o futuro e os nobres sempre em busca de favores. 

Depois, mais tarde, temos no arcano um jovem que aparenta confusão entre duas mulheres, uma jovem e linda como ele, e uma Rainha portando a sua coroa. Enquanto isto, o Cupido mira a sua flecha entre os jovens, enquanto a jovem mulher parece mostrar algo da Rainha para o jovem mancebo. Há muito o que pensar desta cena e diversas histórias podem ser criadas.

Podemos pensar que o jovem Príncipe venha a se casar com a Rainha, estimulado pela Princesa, pois conhecendo o amor entre eles, terá a oportunidade no futuro de se tornar na Rainha. Ou a jovem, apenas, está mostrando que é este o jovem mancebo com quem quer se casar para, a sua mãe. Ou seja, diversas são as interpretações que, mais tarde, este arcano absorveu, com a evolução de suas imagens. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

PENSAMENTO

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.

    Ainda hoje me surpreendo em como que as pessoas subestimam o Taro, relegando-o a simples jogos de adivinhação. O Taro é tão sublime que se permite a qualquer ideia que se queira dar a ele. Porém, quando mergulhamos em suas profundezas e nos deparamos com sua estrutura [iniciática], vemos em nós a face divina. Os jogos, as teorias psicanalíticas, as visões mitológicas, etc., são ideias plausíveis, mas muito aquém para onde podemos ir com os arcanos.

    Eu poderia até dizer, plagiando Aleister Crowley, que pouco importa as origens do Taro, mas vasculhar o seu passado é extremamente instigante, mesmo que nunca possamos afirmar uma origem. Podemos criar vários mitos, cada um mais fascinante que o outro, como contar a história de Felisberto de Ferrara, o Louco.

    Poderia, ainda, falar sobre o grande anjo HRV que rege todos os jogos de Taro e que deveria ser evocado a cada jogo, realmente importante. Mas por detrás do nome TARO temos a fórmula de nosso Santo Anjo.

    Entretanto, para o cético racionalista e sem qualquer imaginação, o Taro é uma grande e simples reunião de símbolos inconscientes da humanidade, que foi inventado como uma mera diversão de cartas que teria surgido na Atlântida, na antiga China, no Egito e se espalhado pelo mundo pelos nômades ciganos e toda esta série de baboseiras exotéricas (ou esquisotéricas). Há ainda aqueles que não aceitam a inclusão da Cabala, da Alquimia, da Astrologia, da Magia (...) na formação do Taro, apenas por não existir tais ideias nos primeiros baralhos. Mas por que não incluir ideias ou ciências que nos ajudam em sua compreensão? É compreensível a limitação de muitos cartomantes nestas áreas, algo que não deve e não pode pertencer a um verdadeiro tarólogo.

    O que sabemos de real, é que o Taro foi baseado nas virtudes e vícios cristãs, e que por isto era utilizado dentro de alguns mosteiros para ensinar a ética.

Amor é a lei, amor sob vontade.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

SOBRE OS ESTUDOS DO TARO

Como qualquer sistema humano, o Taro pode ser visto de duas maneiras bem distintas: primeiro, pelo olhar profano que se baseia em sua História e em ideias psicanalíticas; e, segundo, através do olhar iniciático. A principal questão é que ninguém tem a plena certeza das origens do Taro, uma vez que o mesmo parece ter surgido do nada, em pleno século XV (curiosamente).

Na sua visão histórica, o Taro surge permeado pelas virtudes e vícios cristãs (Arcanos Maiores), além de englobar a visão social da época (Cartas Magnas) e de buscar uma visão árabe e de jogos de cartas (Arcanos Menores). Já no seu contesto iniciático, só teremos a certeza do mesmo a partir do, assim chamado, Taro de Marselha (ou francês). Os Taros anteriores ao de Marselha (sic.) nos mostram bem a sociedade medieval e renascentista, e devem serem estudados com o mesmo ímpeto com que estudamos os mais modernos.

Há, portanto, duas vertentes que se olham com desconfiança: aqueles que preferem ver o Taro como uma representação simbólica do inconsciente (ego) e aqueles que olham o Taro como um instrumento puramente iniciático. O primeiro, dificilmente irá querer compreender o Taro como um instrumento de iniciação espiritual, sendo que o segundo deverá, ou deveria, estudá-lo das duas maneiras.

Muito já escrevi sobre os dois assuntos e quanto mais estudo sobre as duas vertentes, mais me maravilho com o seu verdadeiro Mistério. Não quero e nem vou tentar convencer ninguém daquilo que sei sobre suas origens, mas sei que ambas as vertentes se complementam e que não podem serem estudadas separadamente. Cada qual deverá chegar na Verdade através dos seus próprios passos, mas devo lembrar que possuímos dois pés para caminhar. A Verdade é algo que brota dentro de cada um, fruto do nosso esforço em retirar as nossas pedras.

Infelizmente para uns, e felizmente para outros, é impossível estudar o Taro sem estudar a Cabala, a Alquimia, as Religiões, a Yoga, a Magia ocidental e o Misticismo oriental... Não é possível entender a evolução do pensamento Ocidental ao longo dos séculos sem estudar a própria evolução do Taro, desde o primeiro conhecido, passando pelo o de Marselha, Golden Dawn até chegarmos no Taro do Crowley.

Até agora não falei do Taro como instrumento adivinhatório. Bem! É porque isto é o subproduto daquilo que encontramos nele. Qualquer coisa serve como um oráculo desde que devidamente formulado as suas regras, mas esta não era a intenção quando o Taro foi formulado inicialmente.

sábado, 16 de dezembro de 2023

 

ESTAREMOS INICIANDO AGORA EM JANEIRO 2024 E.V.
UMA NOVA TURMA
DE
TAROT DE THOTH.

AS VAGAS SÃO LIMITADAS.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

OS AMANTES & O DIABO

 

No Taro Rider Waite, temos nos Arcanos dos Amantes e do Diabo uma semelhança gritante entre ambos. Nos Amantes, temos a imagem de um Anjo com duas figuras humanas, enquanto que no outro arcano temos a figura do Diabo entre as duas figuras humanas. Tais semelhanças não deveriam surpreender o observador, tendo em vista que o primeiro arcano fala de um personagem, enquanto que o segundo nos fala de um caminho. O espanto só ocorreria para aquele que desconhece a Estrutura do Taro como um instrumento iniciático.

Para começo de conversa, temos 78 Arcanos no Taro e 7 + 8 = 15, o Diabo ou o caminho de uma grande confusão, mas que tem por objetivo nos levar à um profundo conhecimento interno, que terminará com o pleno estado de Felicidade ou o Arcano da Fortuna. Seguindo esta linha de raciocínio, 1 + 5 = 6, os Amantes que é a representação do iniciado que atingiu o Conhecimento e Conversação de seu Anjo.

No início de nossa caminhada, o nosso Santo Anjo se parece com um demônio, pois tudo Nele nos parece incompreensível, extremamente confuso e sem qualquer sentido lógico. Mas não é a Razão uma mentira? É o Ego diante do Ego e a própria morte do Ego. O Anjo, nos Amantes, oferece a Vida ou o Conhecimento do Bem e do Mal, e a escolha deve ser feita logo no início de tudo, mas como escolher?

Há tanta Sabedoria nestes dois arcanos complementares que daria para uma longa dissertação. No entanto, ambos nos falam, basicamente, de Liberdade, Amor, Vida e Luz. Mas prosseguindo, um pouquinho mais além, 15 + 6 = 21, o Universo, que é um estado de evolução, crescimento, movimento eterno, etc. E indo até o limite, 21 + 10 = 31, AL, a Lei, a união de dois caminhos (o Eremita e o homem da Terra).

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Curso On-Line de Tarot de Thoth



Estaremos iniciando no próximo mês de Janeiro, todas as terças feiras às 20h. Uma nova turma de Tarot de Thoth, com duração de um ano, onde estudaremos a fundo os 78 Arcanos, fazendo a comparação entre o Tarot de Marselha, Golden Dawn (original) e Crowley.

A mensalidade é de R$ 250,00, através de depósito bancário.

Para maiores informações, escrever para: institutoaleistercrowley@hotmail.com

A Sorte e o Destino


Como lidar com o livre arbítrio e como utilizá-lo para se atingir o nosso Destino.

Um mundo que até então estava fadado a uma ordem imutável, passou a ter uma série de exceções, ou seja, toda regra passou a ter um desequilíbrio, que mesmo sem colocar em risco o Destino, criou ordálios no caminho do Destino. Toda a humanidade estaria, de agora em diante, à mercê de uma Sorte, isto é, de um livre arbítrio que não influenciaria na realização final do Destino. Esta Sorte pode ou não prejudicar o tempo necessário para a realização do Destino.

Este estado de coisas levou a necessidade de diferenciar entre Sorte e Destino. As promulgações de Enlil, e às vezes inclusive de Anu, que sempre tinham sido indisputáveis, viam-se sujeitas agora ao exame da diferença entre o NAM (o Destino, como as órbitas planetárias, cujo curso está determinado e não se pode trocar) e NAM.TAR, literalmente, o destino que pode ser torcido, quebrado, trocado (que era a Sorte ou o Fado). Revisando e rememorando a sequência dos acontecimentos, e o paralelismo aparente entre o que tinha acontecido no Nibiru e o que tinha ocorrido na Terra, Enki e Enlil começaram a ponderar filosoficamente o que, certamente, estava destinado e não se podia evitar, e o fado que vinha como consequência de decisões acertadas ou equivocadas e do livre arbítrio. Estas não se podiam predizer, enquanto que as primeiras se podiam antecipar (especialmente, se eram cíclicas, como as órbitas planetárias; se o que foi voltaria a ser, se o Primeiro também seria o Último).” - O 12º Planeta, Z. Sitchin

O Destino nada mais é do que uma realização cósmica, com a qual a Verdadeira Vontade se encontra em perfeita harmonia; enquanto que a Sorte está diretamente relacionada a uma realização terrena, subordinada aos desejos humanos. Os seres humanos buscaram o controle sobre seus Destinos e tudo o que eles conseguiram foi a manipulação de suas Sortes, o que na maioria das vezes acaba por atrasar a realização daquele primeiro. Não devemos pensar que o livre arbítrio seja algo em si completamente prejudicial à existência, este é importante para mostrar para a humanidade que a manipulação constante da Sorte é uma das causas do Sofrimento humano. Sem a compreensão das causas que levam ao Sofrimento não se tem como criar uma harmonia com o mesmo. Poderíamos dizer, no entanto, que o exercício do livre arbítrio é o que criou o estado de caos na existência, uma vez que o universo busca se manter em um estado de ordenação. O livre arbítrio gerou o desequilíbrio, mas este é também necessário para a evolução da humanidade como um todo. O objetivo final é, sem qualquer sombra de dúvida, o cumprimento do Destino, aquilo do qual nenhum ser humano ou qualquer coisa existente consegue fugir. O Destino é o que fez tudo ser como é, que jogou ao espaço a criação para que esta pudesse retornar ao seu princípio após ter ido ao final de todas as coisas: é como um bumerangue que vai até um ponto distante e retorna ao seu ponto inicial de lançamento. Pode alguma coisa escapar do seu Destino? Não. Se isto acontecesse com qualquer coisa, por menor que esta fosse, o Universo deixaria de ser o que ele é. Pequenas exceções são permitidas; regras podem ser quebradas desde que não afetem a essência das próprias regras. Assim, o universo pode se manter em harmonia e exercer continuamente esta harmonia.

Uma Pequena Introdução ao Tarot



Certamente que o estudo do Tarot não é algo exclusivo da “iniciação esotérica” e o mesmo pode e deve ser estudado por qualquer pessoa. Apesar que a sua perfeita compreensão só possa ser atingida através de uma percepção iniciática, o Tarot pode ser compreendido por qualquer pessoa, possibilitando-a a utilizar o mesmo como um conselheiro fiel e preciso.

Quando o Tarot “surge” no século XIV era algo apenas disponível para aqueles nobres e burgueses que podiam pagar para terem os seus próprios baralhos, que eram produzidos manualmente sob encomenda. No entanto, era perceptível que os 78 arcanos eram muito mais antigos e um dos exemplos era o arcano da Papisa (ou a Sacerdotisa), uma vez que o mito da existência de uma papisa remonta aos primeiros séculos do cristianismo e do período medieval. Os termos Imperador e Imperatriz são medievais e os primeiros baralhos que se conhecem são, o baralho de Marseille (francês) e o baralho de Visconti-Sforza (italiano), e ambos são nitidamente baralhos medievais.

Apesar do primeiro relato histórico se referir à França, sabemos que foi na Itália que o Tarot foi inicialmente estudado e desenvolvido os primeiros conceitos onde se relaciona os arcanos com magia, alquimia e, até mesmo, com a Cabala (judaica). O Tarot é certamente um instrumento totalmente desenvolvido no mundo ocidental, onde o inconsciente ocidental se manifesta em toda a sua profundidade. Foi na Itália, mais precisamente na Renascença e na cidade de Florença, que o Tarot se vale de todo o florescimento do pensamento grego clássico. O movimento hermético neoplatônico que teve início na Academia dos Médicis, em Florença, desafiou as crenças sagradas da época, desafiava as antigas concepções medievais e aproximava ainda mais o ser humano de Deus.

Este instrumento, que se manifestou pela primeira vez na Idade Média, teve no Renascimento um impulso que não cessaria até os dias atuais. O movimento hermético neoplatônico que acredita que dentro do microcosmo existe um macrocosmo e vice versa, desta maneira o autoconhecimento e o conhecimento do mundo se tornam acessíveis à todos os seres humanos, moldou e ainda molda o pensamento do Tarot.

O autoconhecimento empurrou os 78 arcanos para uma experiência psicológica, enquanto que o conhecimento do mundo e do universo empurrou para a agregação de diversas outras ciências. Para que isto pudesse ter se tornado tão grandioso como contemplamos atualmente, o Tarot tinha de ser desde de sempre um instrumento, oferecido à humanidade, de carácter amoral e puro. É um livro de imagens que cada um pode preencher com suas próprias ideias e pensamentos, que nem sempre podem estar corretas e quem nem sempre estarão completamente erradas, mas, certamente, em desenvolvimento constante.

Cada baralho, de acordo com as imagens e símbolos que são ali colocadas por cada autor (desenhista) conta a mesma história a partir de um determinado ponto de vista, de um determinado amadurecimento e conhecimento, ou, mesmo, de uma Sabedoria. São milhares de ponto de vista particulares e nestes podemos encontrar a Sabedoria. Parábolas místicas, culturais e históricas, sociológicas, psicológicas, mágicas, mas todas profundamente humanas.

As cartas, os trunfos, não são em si mágicas, somos nós que a fazemos se tornarem mágicas, a partir do momento que compreendemos o que elas estão querendo nos ensinar. São meras lâminas desenhadas belamente, mas que têm a capacidade de nos levarem à profundos transes e mergulhos tão profundos em nós mesmos que jamais retornamos à superfície. Inicialmente, as lâminas são como meros espelhos, mas depois elas se tornam em portas que uma vez ultrapassadas, suas chaves são perdidas e não há mais retorno. Elas que inicialmente geravam meros insights, passam a conversar abertamente conosco.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Um Pequeno Texto Sobre o Tarot


Este pequeno texto tem por objetivo mostrar a estrutura inicial do estudo do Tarot. Ao contrário do que sempre foi e é ensinado, o Tarot é dividido em três classes: Arcanos Maiores, Cartas Magnas ou da Corte e Arcanos Menores.

Os Arcanos Maiores que são constituídos por 22 Arcanos, são divididos em duas categorias: Personagens e Caminhos. Sendo que os Caminhos, por vez, são divididos em dois, o Caminho que o Imperador (homem da Terra) realiza e o Caminho que o Eremita realiza.

As Cartas Magnas ou Cartas da Corte, são 16 Arcanos que correspondem aos Cavaleiros, Rainhas, Príncipes e Princesas, dos elementos: Fogo (Paus), Água (Copas), Ar (Espadas) e Terra (Discos). Estes Arcanos devem ser estudados, por sua vez, de duas maneiras distintas: Personalidades e Natureza.

Os Arcanos Menores são formados pelos outros 40 Arcanos. Estes vão dos Ases aos Dez e são compostos pelos quatro elementos, estando estes diretamente relacionados às Esferas da Árvore da Vida da Cabala. Estes Arcanos nos mostram as etapas que os Personagens os Arcanos Maiores terão de passar em seu processo de evolução.

O Tarot apesar de ser utilizado como um oráculo, não foi primeiramente desenvolvido como tal. Por causa disso, quando realizamos um jogo para uma pergunta, a possibilidade de errarmos é tremendo. A Hermetic Order of the Golden Dawn, uma legitima organização iniciática do final do século XIX, nos deixou uma estrutura de como utilizar o Tarot como um método de adivinhação, onde fazemos de seis a oito jogos para uma mesma questão. O método por nós utilizado dura em média de uma hora à uma hora e meia, mas se caracteriza pela precisão.

Há milhares de baralhos de Tarot e a grande maioria se baseia no mais antigo e tradicional que é o Tarot de Marselha. Há muitos baralhos importantes, mas os mais verdadeiramente expressivos são os da Golden Dawn e o do Crowley (Tarot de Thoth). Basicamente, todos os outros se baseiam nestes três ou pegam muitas informações (certas ou equivocadas) destes.

Muitos estudantes acreditam que as interpretações variam de acordo com o baralho que estão usando, mas isto é um equívoco, pois só há uma única maneira correta de interpretar os Arcanos. Portanto, há uma maneira certa e uma equivocada de interpretar, por isso que o estudo destes três Tarots citados é crucial no aprendizado.

Antigamente, a maneira correta só era ensinada aos Iniciados, mas hoje em dia isto não tem mais necessidade de acontecer. Pois podemos ensinar a maneira Iniciática, mais aprofundada dos símbolos, ou de uma maneira mais simples e mesmo assim correta.

É claro que existe uma evolução comportamental do ser humano desde a Idade Média (Marselha), passando pela Idade Moderna (Golden Dawn) até chegarmos na Idade Contemporânea (Crowley). E é na observação destes três baralhos que podemos ver toda a grandeza e beleza do que realmente é o Tarot. A cada novo estudo e descoberta o meu fascínio pelo Tarot apenas aumenta e não dá para deixar de pensar nas palavras de Elifaz Levy: “Mesmo que um homem esteja preso em uma masmorra, se ele estiver de posse do Tarot, será o homem mais livre da Terra.”

sexta-feira, 10 de março de 2017

A Bíblia do Diabo


O tarô é conhecido por alguns estudiosos como a Bíblia do Diabo e esta ideia, ao invés de nos perturbar, deveria nos levar ao verdadeiro conhecimento que o tarô armazena em seu interior. Setenta e oito arcanos formam um baralho completo. Somando sete mais oito encontraremos quinze, sendo este o mesmo número do arcano que está relacionado ao Diabo. Setenta e oito também é, segundo a Gematria hebraica, o anjo de Marte; o iniciar de alguma coisa; a influência de Kether, como sendo a coroação e a nossa recompensa. O quinze por sua vez é o número místico de Geburah (Marte); daquilo que está oculto; e daquele que nos impele. Por sua vez, o Diabo enquanto uma descrição iniciática é Aquele que nos impele a progredir, que nos fala de uma confusão direcionada que, ao invés de nos prejudicar, nos leva à experiências diretas e maravilhosas conosco mesmo e com o mundo ao nosso redor. O Diabo é um dos dois caminhos que encontramos no tarô, sendo que este está diretamente relacionado a Iniciação e com a busca da nossa Verdadeira Vontade.


(o texto completo está em http://srgbronze.wixsite.com/sergiobronze/a-biblia-do-diabo)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TRATADO SOBRE O TAROT DE THOTH - VENDA DE LIVROS




Tratado Sobre o Tarot de Thoth (Crowley)
Sérgio Bronze
200 Páginas
14,5 cm Largura / 20,5 cm Altura
Um estudo pessoal e aprofundado sobre o Tarot do Crowley, tendo como base os ensinamentos contidos no Liber AL vel Legis. Um dos mais completos e explicativos textos sobre o Tarot de Thoth (Crowley) em língua portuguesa.
O pagamento é realizado apenas por depósito bancário. O livro será enviado até um dia útil após a confirmação do pagamento ou através do envio do comprovante.
R$ 52,00 já com a taxa de envio, para todo o Brasil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Atu II - A Sacerdotisa



A Sacerdotisa é uma referência a Sophia (Sabedoria), aquela que "se senta junto a porta, na entrada da cidade". Ela é a grande conselheira, isto é, a imagem semelhante do Magus, aquela que o auxilia na Criação. É a governante superior sobre o universo visível e, ao mesmo tempo, a intermediária entre os reinos. Ela dá forma ao universo tal qual o percebemos. Ela é a "Mãe da Vida" e por ser o que é, os homens a expulsaram da vida, tal como o demiurgo fizera com Lilith. Sophia era conhecida como "A Libidinosa".

Sophia é a alma. Portanto, o ser humano é o princípio da Sabedoria, isto é, no ser humano reside a sabedoria divina. Sophia está para o gnosticismo, assim como Lilith está para a tradição judaica. É a manifestação dela que gera a matéria e a alma.

As sete luas diante dos olhos dela são as sete esferas planetárias (ou céus) que eram para os antigos as regiões mais altas do universo criado. Ela é representada por sete mundos ou pela estrela de Babalon.

Nossa Sacerdotisa, nossa Sophia, o ser humano em estado de Iluminação pela Sabedoria é aquele que recebe de Babalon, o Espírito, a L.V.X. proveniente de Ain Soph Aur ou N.O.X. Aqui temos a Iluminação dada por Babalon, a Porta, a Casa de Babel, que se ergue aos céus sem as confusões geradas por Choronzon (o Ego). Aqui, o Magister Templi adentra a sua casa na grande Cidade das Pirâmides, erguida por ele há muitas gerações. Que ela seja a nossa Prostituta. Que nós sejamos a tua Prostituta. Erguida e abençoada pelo Círculo das Estrelas e que os sete escorpiões sejam seus protetores por toda a eternidade.

Assim sendo, ela é aquela Estrela que se projeta na direção da terra na forma de uma pomba. É ela a Filha do Equilíbrio e aquela que segue por aquele caminho invertido, onde as pessoas invertem os seus ensinamentos. Sim. A Sabedoria não é exclusividade de poucos, mas poucos são aqueles que conseguem enxergar de onde emana a Sabedoria. A Sabedoria deve ser apreendida com a frieza dos quatro.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Atu V – O Hierofante

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Todos estão aos pés dele; ele que tem o direito divino de vida e morte sobre todos. A estrutura de seu poder foi criada para por aos seus pés o controle sobre as sociedades. Ele sempre com face sorridente e sem qualquer virtude prega a dor e o pecado, oprime seus seguidores através do medo, da mesma maneira que é oprimido por Aqueles que estão acima dele. Ele expressa aquilo que todos gostariam de ouvir, pois a palavra que o rege é: congregação. Ele une ou congrega os fracos de vontade e lhes indica um caminho, o caminho dele.
Ele se esconde em uma face de bondade e de “sabedoria”. Esconde-se na postura do santo guru e do sábio mestre, e todos o escutam, o seguem e o defendem de qualquer acusação. Quem segue o Hierofante é porque ainda não sabe realmente o que quer. Sua “verdade” gera morte, conflitos, retrocessos sociais e culturais. Ele faz com que todos acreditem em suas mentiras, fruto de alguma experiência mística que ele transforma em uma “verdade coletiva”.
O Hierofante não necessita ser um iniciado, basta fingir o suficiente para que todos acreditem que ali está um homem santo.
É compreensível que o Hierofante seja o magista, pois ele começa movido por uma completa incapacidade de observar a si mesmo. Esta ilusão se refletirá no final de sua caminhada, onde ele confundirá a fortuna com o poder sobre as pessoas e no acúmulo de coisas materiais. Mas o pior se encontra na total impossibilidade de evoluir nesta existência, o medo diante a diferença e na total incapacidade de realizar mudanças de acordo com a vontade. O Hierofante é um estúpido diante da Natureza, um reles trapaceiro diante o Universo, que ele se recusa a entender e a fazer parte.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

10 de Discos - Riqueza

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Quando olhamos para a vida percebemos que cada pessoa possui o seu próprio padrão de riqueza. Diversas são as riquezas humanas, pois é daqui que se parte na direção de outras ainda maiores. Temos, portanto, a necessidade de estabelecer em nossas vidas o que consideramos como riqueza. Por outro lado, existe todo um mundo que nos apresenta constantemente diversas outras que muitas vezes se conflitua com aquilo que desejamos.

É esta busca constante que move a humanidade e que ao mesmo tempo impede a muitos de seguirem adiante. A riqueza é apenas uma das dificuldades que impedem o ser humano de ser realmente aquilo que ele é e, com toda a certeza, é a primeira barreira que precisamos ultrapassar.

Aqui temos uma real questão: qual é realmente a verdadeira riqueza da existência humana?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

6 de Paus - Vitória

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Existe realmente alguma Vitória quando estamos apenas na metade do caminho? São muitos aqueles que, na impressão de que algo foi atingido se iludem, pelo Ego, com a esta tola sensação. Mas aqui temos dois caminhos distintos: um que desce às profundezas da Terra e outro que se eleva na direção das Trevas. O primeiro busca sempre alimentar com a realeza o Ego que nos diz constantemente que somos mais especiais que outros. O segundo, nos leva a sermos aquele rei que não mais busca governar, apesar de poder fazê-lo.

Toda Vitória é uma complicada ilusão de que atingimos ou que somos algo. Pois a luz do sol diante nossos olhos nos cega e não nos faz perceber da distância que nos separa do verdadeiro domínio. Portanto, cuidado! Não acredite ainda nos seus cinco sentidos, pois eles ainda precisam passar por um profundo aprendizado, que ainda seque começou. Tu não és ainda senhor(a) de nada e aquilo que parece reluzir diante de ti não te faz um Adeptus.

Dois são os teus caminhos e duas podem ser tuas experiências, pois dois são os Adeptus e isto dependerá de tua natureza. Assim, cuidado com que tu acreditas que seja o sol, pois apenas o falcão há de olhar diretamente em seu centro e ver aquilo que se encontra mais distante. Muitos foram e ainda serão aqueles que na ilusão de um excesso de luz que não viram a sua própria sombra. E eles fracassaram e outros se curvaram diante Dele gritando: “Estou salvo, Deus me salvou!” Leiam o livro do Apocalipse e meditem, pois nem tudo aquilo que sentimos é verdadeiro.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A história de um Louco

por Sérgio Bronze

0 – 1

E aquele homem que caminhava erraticamente pela terra, seguindo seus instintos de sobrevivência como qualquer outro animal na natureza, sem maiores preocupações além da de satisfazer suas necessidades básicas de cada dia, apoiado ou cativando a natureza, pode ele mesmo atingir os mais altos pináculos do universo. Primeiro, ele começou manipulando pequenos objetos que ele dispunha diante de si e com o auxílio de alguma inteligência ele percebeu que poderia criar coisas novas e úteis, e ele se regozijou em si mesmo.

2 – 3

Aquele homem reconheceu a inteligência nele e aos poucos vou desenvolvendo diversas culturas. Desenvolveu a escrita, a ciência e a tecnologia, mesmo que todas elas estivessem subordinadas a alguma religião. Ainda assim, ele continuava sem saber direito o que fazer com tudo isto que ele ia aos poucos descobrindo. Assim, depois de muito tempo ele percebeu que poderia utilizar destas quatro coisas como instrumento de poder e todo incentivo para estas artes era no intuito de obter poder sobre outros.

4 – 5

Quanto mais poder e força a sua inteligência adquiria, mais ele se perdia na direção de seus reais objetivos. Sua violência ocasionada pela tentativa de manter o poder adquirido o fazia regredir de sua condição humana. Toda violência gera uma reação contrária e este homem percebeu, pelo refinamento de sua inteligência, que poderia haver outra maneira de obter o poder e o amor dos homens. Ele então descobriu a mística da manipulação da mente e das paixões humanas, e, agora, com a suavidade das palavras certas ele obtinha o poder sobre todos sem a necessidade de uma violência aparente.

6 – 7

Desse refinamento do pensar e no agir, pode aquele homem descobrir os mais sublimes sentimentos humanos. Ele desenvolveu novos conceitos e pensamentos, mas até mesmo perante tais sentimentos, ele se percebia dividido; ele se percebia insatisfeito e incompleto, por mais que estes sentimentos fossem completos em si. Então ele buscou aquele algo maior e quando o atingiu ele percebeu qual era a verdadeira realeza humana oculta em cada um e ele tentou ensinar sobre ela. Todos os seus esforços eram na direção da verdade, mas a humanidade ainda estava lá atrás e para ela a verdade era violência e guerra: e desta maneira a verdade foi ensinada. Ainda houve muitos que, ainda mergulhados nas ideias místicas, acreditaram que se falava de algo acima dos homens.

8 – 9

Por causa deste desequilíbrio é que foi necessário desenvolver leis que regulassem aquilo que estava abaixo e que buscava imitar aquilo que estava acima. Este homem acabou por descobrir que havia uma lei ainda maior que o obrigava a viver em harmonia consigo e com toda a criação. Acabou por descobrir que ele não era o centro do universo, assim como as estrelas não giram ao redor da terra, mas que esta move em harmonia por uma lei maior e precisa. Desta solidão nasceu a consciência divina nele e isto era algo grande demais para ser mantida em silêncio, e em mais uma tentativa de auxiliar a todos ele se expos e esperou que a sua experiência servisse de exemplo e de estímulo para os demais. Mesmo assim, muitos acharam que ele estava ainda mais louco.

10 – 11

Assim, a humanidade na busca de riquezas iniciou uma espiral de torturas, na busca de uma felicidade material que a faz caminhar em um mundo de inconstâncias. Ela sonha com uma felicidade que se esconde dela e passou acreditar que a velocidade e estabilidade são os caminhos mais perfeitos. Por conta disto, ela começou a ver demônios em toda parte e em um ato de total insanidade, provocada pelo sofrimento, também passou a acreditar em demônios regendo as suas existências. Mas aquela consciência superior que aquele louco falara, tenta a cada dia apaziguar os instintos bestiais humanos. Ela tenta mostrar o caminho perfeito em direção ao futuro, mostrando onde se encontra a verdadeira felicidade. Onde a eternidade encontra a felicidade através do amor.

12 – 13

Muitos homens movidos pelo desconhecimento do que é o verdadeiro amor, acreditaram que o sofrimento extremo seria o caminho para a libertação de todos os males que afligem o ser humano. Eles, em um total ato de selvageria contra a natureza iniciaram atos de total selvageria: uns contra os outros. Acreditaram que o sacrifício da carne e do mundo material seria a fórmula de sua salvação. Eles abandonaram tudo de real valor por um falso sentimento de um amor antinatural: mas isto teve de ser assim mesmo. Isto tudo ocorreu pelo conhecimento da morte e de ideias errôneas sobre ela. Assim, e não de outra causa, o amor e a morte se tornaram nos fantasmas que assolavam o imaginário. Maldito ego! Maldito demônio que habita cada louco!

14 – 15

Por causa do demônio, o louco desenvolveu uma série de artes na tentativa de prolongar a sua existência. Ele desenvolveu drogas e poções que pudessem levá-lo ao conhecimento de alguma fuga daquilo que é inevitável. Criou quimeras e mitos que muitos acreditaram ser verdade. Disse conhecer uma fonte da juventude, mas que não sabia ao certo onde ela ficava, por isso que muitos foram os lugares na terra erguidos em nome desta fonte, no formato de templos. Sim. Agora a confusão estava definitivamente formada e o demônio era o senhor e guardião desta fonte da juventude, onde alguns disseram que lá haviam bebido, mas que não conseguiram ser aquilo que diziam ser.

16 – 17

Então as guerras dominaram a terra, pois aquele louco desejava conquistar as riquezas dos outros. Por causa disso, a vingança se tornou generalizada e geração após geração conheceu a destruição. Nações se voltaram contra nações; homens marcharam para a sua queda; casa foram queimadas até as cinzas; crianças foram marcadas pelo ferro das armas; e tudo se repetia incessantemente. Um dia nada mais restou e a terra ficou vazia, o silêncio da noite ocupou a terra e o louco teve de reconstruir tudo novamente. Ele usou a água e a argila para construir suas casas, e muitos morreram de frio.

18 – 19

Ele em sua solidão compreendeu que ele havia sido abandonado da ideia de deuses e demônios, e que estava em suas mãos a responsabilidade de seu destino. Finalmente, compreendeu que sua jornada contaria apenas com aqueles que porventura estivessem ao seu lado e isto lhe foi uma grande revelação. Sim. Ele atingiu a grande revelação de que o mundo e tudo nele eram seus companheiros, que não havia nada que estive ali para se opor a sua caminhada. Nem mesmo nele haveria algo que estivesse deliberadamente contra ele, e tudo aquilo que lhe havia sido roubado, pela sua ignorância, lhe foi devolvido.

20 – 21

Pode aquele louco vislumbrar a si mesmo e afastar dele todas as ilusões da diferença entre o alto e o baixo, entre o claro e o escuro... Ele mesmo pode se transmutar naquilo que ele sempre foi desde o princípio. Compreendeu que nele sempre estiveram as respostas para todas as verdades e que não adiantava querer conhecer algo sem estar preparado para suas respostas. Por isso ele sabia agora que não adiantou querer ou bater na porta da verdade, se as perguntas não eram feitas corretamente. Enfim, ele retornou alegre e definitivamente para aquele que sempre foi o seu lar e do qual nunca deixou de estar.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Alquimia e Tarot

É necessário dizer que, o estudo da Alquimia está intrinsecamente ligado ao estudo do Tarot sendo completamente impossível dissociar um do outro. Tendo acesso ao conhecimento oculto dos 78 Arcanos do Tarot é possível compreender todo o segredo que parece velado dentro dos textos alquímicos. Uma grande maioria das organizações alquímicas medievais e modernas possuíam no Tarot toda a sua estrutura de graus, pois a utilização do sistema cabalístico como estrutura é relativamente moderno. Seria correto dizer (sic) que o desenvolvimento da Alquimia seguiu o desenvolvimento do Tarot, absorvendo sempre quando era necessário o linguajar e a mitologia cristã. Por outro lado, a Alquimia emprestou ao Tarot uma boa parte da sua filosofia iniciática, onde podemos ver em muitos Arcanos as mais profundas referências alquímicas.  Portanto, temos nos Arcanos Maiores uma quantidade absurda de referências alquímicas, enquanto temos nos Arcanos Menores uma total dedicação ao estudo da Cabala. Assim, o alquimista poderia ver graficamente a sua filosofia e sua correlação com a Cabala. Tendo isto em mente é que Aleister Crowley resolve resgatar o estudo sério do Tarot, incluindo nele toda a Sabedoria do Liber AL vel Legis, onde temos referências importantes sobre Alquimia e, obviamente, sobre Cabala. Ele não o faz através do seu livro de Tarot, mas através da riqueza simbólica colocada nos Arcanos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Atu XVI – A Torre

A-Torre

Temos diante de nós o caminho da vida ou da morte. O princípio do abandono da condição da escravidão humana que mergulhada na materialidade da existência se encontra entorpecida em relação a sua própria evolução. Ela não poupa nem iniciados e nem homens comuns, uma vez que todos partem do mesmo ponto. Estamos diante “A Casa de Deus” ou “A Torre Fulminada”, duas ideias diferentes para mostrar uma única coisa que nelas habitam. Aqui o ser humano está dividido entre a sua intelectualidade medíocre de sua cultura prepotente e os seus desejos sexuais que beiram a animalidade.

Muitos escritores comparam este Arcano com a Torre de Babel e ao orgulho humano diante o divino. Aqui a ideia de orgulho é, obviamente, completamente diferente daquela expressa no Liber AL, onde orgulho se refere a: amor próprio. A Torre destrói os seres humanos que não possuem amor próprio e não ter tal condição é não possuir o desejo de crescer e de buscar a verdadeira Felicidade. A Torre de Babel é a representação do homem e da sociedade humana que, perdidos, “correm ao redor do próprio rabo”, como uma pomba que vai e que vem, sempre assustada. A Torre é também a representação da fé em Deus, isto é, na esperança de algo que nunca chega…

A figura oculta do Diabo no fundo do Arcano é de suma importância, pois mostra o motivo pelo qual o Arcano é chamado de “A Casa de Deus”. Se a Torre possui uma relação com a casa, a goela, a vagina, etc., o Diabo é o pênis que a fecunda com a tua Vontade. Portanto, estamos diante um grande divisor de águas na vida humana, que tanto pode levar à Luz quanto à morte prematura. Este é o momento em que nos deparamos com os falsos prazeres da vida e a necessidade interna, quase que inconsciente, de seguirmos mais além. Com certeza, de todos os Atus do Tarot este é o mais importante para todos nós, mesmo que nele esteja oculto os maiores perigos da existência.

CURSO DE TAROT DE THOTH

Iremos iniciar agora em 06 de Maio de 2025, mais uma turma de Tarot de Thoth, ON-LINE. As pessoas interessadas podem escrever para maiores i...