terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Mistério dos Arcanos

Sérgio Bronze

Louco – apresenta outra realidade; é outra maneira de ver as coisas; louco apenas na aparência; brincalhão; é a faceta externa do Eremita; é aquele que nos provoca e que nos causa medo e receio.
Mago – integridade e a curiosidade; a beleza do caminho; alegria e ação.
Sacerdotisa – delicadeza e a suavidade feminina; o lado oculto das pessoas e das coisas; liberdade e a pureza; a paz.
Imperatriz – autoridade; o poder; o amor; a distância e o distanciamento; o convite da riqueza; a ignorância do sentimento.
Imperador – o poder e a violência; força; riqueza; a busca do poder material; o conhecimento puro e simples; a superficialidade; a busca e o prazer da vida mundana; a ignorância da razão.
Hierofante – a aparência; o esconder de um conhecimento; o distanciamento do mestre; a busca interior.
Amantes – delicadeza, refinamento pelo amor; amizade; companheirismo; uma meta muito bem traçada; um objetivo e a certeza de atingir este objetivo; essência; vida.
Carro – movimento; mistério; o desconhecido; a vitória do guerreiro; aquele que nos confronta; o ensinamento oculto; a sabedoria; o orgulho da vitória; o enfrentamento do destino; a coragem.
Justiça – suavidade; equilíbrio; imparcialidade; tranquilidade; inteligência superior; entendimento; paz; vigor; saúde; uma vida equilibrada e regrada; gentileza.
Eremita – o ensinamento em sua totalidade; entrega completa; sabedoria superior; aquele que é reconhecidamente um verdadeiro mestre; um ensinamento específico.

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1. O mundo o olha e imagina que ele nada significa, pois o homem comum o vê como a um mero mendigo.
2. No entanto, ele trabalha com afinco para a realização da Vontade Dela e ele estuda para poder entendê-La.
3. Ela guarda em si a Sabedoria Dele e em sua imobilidade ela compreende o movimento Dele.
4. E ela se prepara para as núpcias reais, em que foi escolhida por sua real virtude passiva.
5. Enquanto que eles disputaram o poder e foram respeitados por isto, mas eles se colocam acima de todos e nunca descansarão.
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Fortuna – felicidade; a chegada e a conquista de um Novo Mundo; realização e maestria; o desvelar de todos os mistérios; um movimento natural.

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Força – é delicadeza; refinamento; amor; suavidade; ordem e ordenamento; alegria; eternidade; naturalidade; brincadeiras; uma união perfeita.
Pendurado – a entrega de tudo aquilo que de valioso foi conquistado; luz e vida são aqui entregues para a riqueza de todos; alegria suprema em liberdade e amor.
Morte – a dança da renovação; o prosseguir resoluto em uma direção; a marcha dos heróis na direção de seus destinos; uma alegria que não pode ser mensurada.
Temperança – o ato de misturar todos os elementos para se conhecer um elemento; o amor por si mesmo.
Diabo – este é o momento em que devemos acreditar em nós mesmos, em nossos sonhos e acreditar em nossas potencialidades; é o arriscar verdadeiro; é o acreditar no que está além das aparências; é a certeza do incerto.

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6. Aqui está feita a separação entre o homem da Terra e o Amante.
7. Possam eles seguir seus destinos e que estes possam, quando necessário, se interlaçarem.
8. Assim um não conhecerá bem o outro, mas um reconhecerá o outro.
9. Pois seis e seis são os versículos de Nossa Senhora Nuit.
10. Cada qual, na direção irrestrita de sua Obra, faz a alegria do mundo.
11. E assim, não importa ele quem seja, atingirá a Felicidade Suprema em Nuit ou no além.

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Torre – o fim das certezas, da estabilidade e do conforto estagnante; morte física; destruição; crises profundas; guerra; suicídio; o final de um ciclo; a Natureza se renova de tempos em tempos; o princípio da renovação nos homens.
Estrela – o desconhecido e a sua beleza; o ato de optar por um único elemento; o que se quer de verdade?; uma escolha a ser tomada.
Lua – o caminhar pela escuridão; a coragem em si mesmo; a necessidade de se prosseguir; medos inconscientes; perigos obscuros; as falhas que não são percebidas.
Sol – alegria e felicidade passageira; realização; liberdade e conquista restrita; calor; amizade; excesso de autoconfiança; despreocupação excessiva; ingenuidade.
Julgamento – chamado; ressurreição; um novo recomeço; dom da palavra; o verbo divino.
Universo – plenitude; expansão; alegria constante; êxtase e regozijo; movimento constante e ininterrupto; dança cósmica; felicidade suprema; retorno às origens.

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12. E o mistério dos Arcanos foi exposto e que cada um possa seguir com o seu Destino.

(Para aquela que está distante)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Atu XVII – A Estrela

 

Estrela

 

“Todo homem e toda mulher é uma estrela”, AL, I, 3.

Temos aqui a Essência do equilíbrio entre o Céu e a Terra, através da pureza do Amor. O nosso Viajante, regido pelo Amor sob Vontade, percorre o seu Caminho entre o Céu e a Terra, um Caminho obscuro através da escuridão da Noite, onde o Amor destrói e redime a sua Alma. E isto tudo só pode começar a partir de um Beijo. Feito partícula daquele Beijo, o Iniciado descobre que já não pertence a lugar algum. Ele que havia negado a Terra, agora lhe é mostrado que nem o Céu lhe pertence. Assim, ele é arremessado do Céu ao Inferno, para fazer de ambos a sua morada, mas esta está verdadeiramente Nela.

E Ela sussurrou:

Mas amar-me é melhor que todas as coisas: se sob as estrelas-da-noite no deserto tu presentemente queimas meu incenso ante me, invocando-me com um puro coração, e a chama da Serpente nele, tu virás deitar-te em meu seio um bocadinho. Por um beijo tu então estarás querendo dar tudo; mas quem quer que dê uma partícula de pó perderá tudo nesta hora. Vós reunireis bens e abundância de mulheres e especiarias; vós vestireis ricas jóias; vós excedereis as nações da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no amor de me, e assim vós atingireis ao meu prazer. Eu vos encarrego de vir fervorosamente ante me em um simples robe, e coberto com um rico toucado. Eu vos amo! Eu anseio por vos! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguez do senso mais íntimo, vos desejo. Vesti as asas, e erguei o enroscado esplendor dentro de vós: vem a me!” AL, I, 61.

O Viajante não apenas cruzou o Grande Portal, como se tornou em um deus. Seu corpo, em sua viagem reluzia como reluz o corpo Dela. Mesmo mergulhado em Amor, ele deve se reger pela Vontade. No entanto, para aqueles próximos a ele, ele é obscuro como a Noite, como a Lua atrás deles. Para os seres viventes daquela terra cinza, ele é um tolo ou um mestre, e, no entanto, ele é a Incompreensão.

Não existe fé ou mesmo esperança, apenas certeza. Pois Ela disse:

Eu dou prazeres inimagináveis sobre a terra; certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz inominável, descanso, êxtase; nem peço Eu coisa alguma em sacrifício.” AL, I, 58.

Certeza é a visão clara do Entendimento. Os tolos morrem com suas fés e rodeados pelas flores murchas de suas esperanças. Os Irmãos Negros, depois de a terem Beijado, negam o Seu Amor por velhas doçuras e aqui mais uma vez eu vos alerto, cuidado com o amor. Toda Fórmula está mudada e poucos são aqueles que verdadeiramente a compreendem. Nos é alertado:

Invoca-me sob minhas estrelas! Amor é a lei, amor sob vontade. Nem que os tolos confundam o amor; pois existem amor e amor. Existe a pomba, e existe a serpente. Escolhei bem! Ele, meu profeta escolheu, conhecendo a lei da fortaleza, e o grande mistério da Casa de Deus.

Todas essas velhas letras de meu Livro estão corretas; mas tzaddy não é a Estrela. Isto também é secreto: meu profeta o revelará aos sábios.” AL, I, 57.

Os estudantes deveriam ler atentamente Liber ARARITA, Liber 418 e Liber Cordis Cincti Serpente. Ela se dá igual para o Céu e para a Terra, e aqui já não existe mais divisão…

sábado, 10 de setembro de 2011

Atu Dois de Copas – Amor

2 de Copas

Ela é o Amor? Infelizmente não, Ela é a Vontade, que vem na sequência dos Atus, pois mesmo o Amor está em divisão. O Amor possui duas faces distintas, pois ele se banha em duas fontes: a das Águas Doces e das Águas Amargas. Amar é saber obedecer, é dominar a ansiedade e a curiosidade. Amar é apenas ser Íntegro em um exato momento. Se conhecermos a Raiz da Formação do Amor, compreenderemos a sua Natureza, mas o homem comum está distante, ele nada nas águas lodosas daquilo que simplesmente resta.

O Amor é aquilo que une e que divide: esta é a Natureza de Vênus. Poucos, no entanto, presenciaram o seu Nascimento, poucos são os vencedores da tal da Ordália X. Seu Filho se deteve em Daath, porque ele queria saber como que nós lidaríamos com nossas irmãs, o Ego, pois este era o nosso Jogo. Sim, Ela casou com o Senhor das Profundezas da Terra, mas o seu filho nasceu de Marte, seu amante. Assim, no Amor não existe qualquer resquício de Pecado, apenas Força e Vigor. Nesse Jogo, o que une é a Vontade (Dharma) e o que separa é o Amor (Karma).

Para conhecer Câncer é necessário mergulhar até as profundezas das águas, daquelas mesmas águas lodosas. O mergulho não pode ser feito sem o Consentimento de Vênus, isto é, sem o conhecimento de sua Natureza. Ela é o Céu. Ela é ISIS, em todo o Seu esplendor azul. E Ela disse:

Pois Eu estou dividida por causa do amor, para a chance de união.

Esta é a criação do mundo, para que a dor da divisão seja como nada, e o prazer da dissolução tudo.

Para estes tolos dos homens e para seus infortúnios não atenteis de todo! Eles sentem pouco; o que é, é balançado por fracos prazeres; mas vós sois os meus escolhidos.

Obedecei ao meu profeta! Persisti nas ordálias do meu conhecimento! Buscai-me apenas! Então os prazeres do meu amor vos redimirão de toda a dor. Isto é assim; Eu juro pela cripta de meu corpo; por meu sagrado coração e língua; por tudo que Eu possa dar, por tudo que Eu deseje de vós todos.

AL, I, 29/32.

Amar nunca foi fácil e talvez aqui estejamos perante a mais difícil das Ordálias: AMOR. As Fórmulas mudaram; muitos dos Sistemas foram aprimorados para acompanhar a evolução da psiqué humana; a Tradição foi revigorada e nós continuamos sem saber amar. Porque talvez sequer saibamos o que amamos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Atu Dez de Copas - Saciedade

Saciedade

Estamos diante do princípio do desejo animal, que tende a arder furiosamente durante toda a vida humana. Por outro lado, representa o instinto das necessidades básicas da natureza de todos os animais, pois este Atu faz parte do instinto da alma animal (Kâma Rûpa).

O que sacia os nossos sentimentos: sexo, violência, solidão, dor...? Diversas são as fontes das nossas frustrações sempre movidas por ansiedades. Nada satisfaz o ser humano, nada para ele parece ser o suficiente, nunca existe descanso ou um limite. Nada para ele parece estar completo, uma vez que existe aqui o motor da impermanência. Existe limite? Existe realmente algo que nos satisfaz? São verdadeiras nossas paixões?

Em uma carta do meu falecido Instrutor, ele diz claramente: “O transe da saciedade leva o estudante a conhecer as primeiras portas da obscuridade de sua alma”. Com certeza, muitos mergulham no treinamento da mente, mas poucos são os que aprendem a Sentir. Este transe é o que irá aos poucos fortalecer o nosso Ego (Choronzon) e nos fará conhecer o grande demônio que se oculta no labirinto de nossa mente.

Aqui temos o princípio do refinamento humano, porque de todos os Dez este parece, apenas parece, ser o mais fácil de ser solucionado. Enquanto que os outros requerem coragem de decisão este requer a sensibilidade na direção de um verdadeiro trabalho de refinamento e de aceitação.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Atu A Princesa de Paus

Princesa de Paus

Ela é a representação dos extremos, o extremo da ousadia, a ousadia inocente que desconhece o limite do perigo. A ousadia da inocência perante o mundo. Na busca da sua luz ela avança resoluta, mesmo que tenha de abrir mão de todas as suas riquezas. A nossa Princesa imola seu ego no seu fogo puro, no fogo do incenso, entregando a si mesma ao desconhecido. Pura como o fogo e a terra, ela se lança, ela dança, ela se eleva. Como uma jovem virgem ela entrega sua pureza, dá o último passo na direção de sua escolha, de sua volúpia, de sua liberdade.

A Princesa é a jovem rica e rebelde que escolhe o seu caminho quase que instintivamente, quase que inocentemente, inocentemente... Se há dúvida em seu coração, nós nunca o saberemos, pois ela segue firme, adaptativa, violenta muitas vezes, mas com a certeza de que sairá vitoriosa.

Impetuosa, fértil, rica, inocente sem dúvida, esta é a Princesa do Palácio dos Deuses. Sua ousadia é digna do nosso amor e da nossa admiração, pois devemos saber que nela congrega as três outras qualidades das nossas Princesas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Atu 0 – O Louco

Louco 

O Louco, o charlatão, o bobo da corte é também o nosso querido palhaço, aquele que ao nos fazer rir impulsiona a humanidade na direção de sua evolução. O palhaço é uma classe especial de homem, pois há de se ter talento para fazer rir e refletir ao mesmo tempo. Devo aqui repetir uma frase que certa vez utilizaram para elogiar o maior palhaço do século XX, Sir Charles Chaplin, que diz o seguinte: “O palhaço é aquele que ao saltar de um trampolim se elevou tão alto que ultrapassou as nuvens e todos os limites humanos, e atingiu as estrelas”.

O nosso palhaço é aquele que consegue realmente tocar as estrelas, que vê tudo a distância, com claridade e humildade. Ao fazer isso, ele nos traduz sua visão através de uma experiência mais profunda. Ao fazer isso, ele se comporta como o diabo, o anti herói, que ri e nos faz rir de nosso dia a dia, das nossas maselas, dos nossos sonhos humanos... É o único que consegue e que tem a nossa autorização para falar a verdade, de nos questionar. Assim como o diabo, ele ri de nós e nos convida a rir com ele, mas quem consegue rir de si mesmo? Quem consegue rir de suas próprias desgraças? Quem consegue rir de suas tolas conquistas? O palhaço é aquele que também consegue rir de seus mais profundos fracassos, daí o motivo de ser realmente engraçado. Só não ri quem está morto para toda e qualquer forma de verdade. Só não ri quem não é verdadeiramente livre.

O Louco é o que rompe com as fronteiras do tempo e das limitações. É o primeiro que rompe por terras desconhecidas e poucos são aqueles que teem a coragem de segui-lo. Segui-lo é deixar para trás um estranho e velho mundo moribundo, no qual nos acostumamos a andar como animais selvagens enjaulados. Segui-lo é reunir todas as nossas últimas coragens e arriscar uma nova vida ou uma velha morte.

Todo Louco é um solitário. Todo Louco é um Santo. Todo Louco é um embriagado de Amor. Todo Louco está morto para os olhos daqueles que não o entendem como tal. Todo Louco transcendeu sua masculinidade e sua feminilidade, ele é completo! Todo Louco é Inocente. Todo Louco é uma Criança e uma Besta...

A Besta e a Criança

O Diabo ri de maneira contida, quase imperceptível. O palhaço ri de maneira escrachada, sem dúvida. Um está rindo do mundo; o outro de si mesmo. Algumas vezes é difícil saber quem é um e quem é o outro, mas ambos são similares em essência. Durante certo tempo na história, o riso foi acorrentado da mesma maneira como as pessoas eram pelos seus senhores seculares e religiosos, mas é impossível deter o riso, o prazer, a alegria... A alegria é o princípio de toda liberdade. Não existe amor sem alegria. Não existe vida sem liberdade. Não existe luz sem o palhaço...

Devo contar, portanto, algo que descobri ao longo destas linhas: é o Louco quem nos insere na vida, da mesma maneira que o Diabo nos insere em nós mesmos. Por isso ambos estão rindo, nos convidando a sermos como seu macaquinho. Somos os seus aprendizes no final das contas. Adquirimos ao longo de nosso treinamento no picadeiro, a termos “o ponto” certo para o humor, para dizermos a verdade ao longo da piada.

Devemos aprender a rir, a rir de nossas virtudes e de nossos vícios. O riso nos mantém lúcido no momento da coroação de nossos objetivos. É o que mantém nossos pés fincados na realidade quando tudo à volta é insanidade.

O Louco é visto pelo velho mundo como um charlatão, um demônio, mas, em verdade, ele não passa de uma simples Criança, brincando com seu bichinho de estimação em seu jardim. O Louco em toda sua Verdade é um Solitário, um quase abandonado, mas se existe realmente uma Luz, esta emana dele...

Louco2

Quem é verdadeiramente este Louco? Leiam e estudem Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticvs, Liber Cheth vel Vallum Abiegni… Invoquem cada célula de vossos corpos para direção deste Caminho… Como diz o Liber Cordis Cincti Serpente, Capítulo IV, Versículos 54 à 61:

Este meu coração está cingido com a serpente que devora seus próprios anéis da cauda.

Quando haverá um fim, ó meu querido, ó quando serão o Universo e o Senhor deste completamente engolidos?

Não! quem devorará o infinito? Quem desfará o Erro do Princípio?

“Tu gritas como um gato branco no telhado do Universo; existe nenhum para te responder.

“Tu és como um solitário pilar no meio do mar; nenhum existe para Te ver, ó Tu, que vês tudo!

“Tu esmoreces, tu falhas, tu, escriba; gritou a desolada Voz; mas Eu te enchi com um vinho cujo sabor tu não conheces.

“Ele servirá para embriagar o povo da velha esfera cinzenta que rola no infinitamente Longe; eles lamberão o vinho como cães que lambem o sangue de uma linda cortesã trespassada pela Lança de um veloz cavaleiro que atravessa a cidade.

“Eu também sou a Alma do deserto; Tu deves buscar-me novamente ainda na solidão da areia.”

Benção e Veneração à Besta, o Profeta da Amorável Estrela.

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