Desenvolvido por Aleister Crowley e Frida Harris em 1938 e.v. não é apenas mais um belo tarot. O Tarot de Thoth é a Visão do Aeon, do Liber AL vel Legis que por sua vez é a Palavra do Aeon de Aquário/Leão. Portanto, o objetivo deste blog é o de compartilhar o ensinamento que este trás para nossa Era e o mesmo está aberto a toda e qualquer contribuição para o estudo e a pesquisa do Tarot.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
O Mistério dos Arcanos
sábado, 21 de janeiro de 2012
Atu XVII – A Estrela
“Todo homem e toda mulher é uma estrela”, AL, I, 3.
Temos aqui a Essência do equilíbrio entre o Céu e a Terra, através da pureza do Amor. O nosso Viajante, regido pelo Amor sob Vontade, percorre o seu Caminho entre o Céu e a Terra, um Caminho obscuro através da escuridão da Noite, onde o Amor destrói e redime a sua Alma. E isto tudo só pode começar a partir de um Beijo. Feito partícula daquele Beijo, o Iniciado descobre que já não pertence a lugar algum. Ele que havia negado a Terra, agora lhe é mostrado que nem o Céu lhe pertence. Assim, ele é arremessado do Céu ao Inferno, para fazer de ambos a sua morada, mas esta está verdadeiramente Nela.
E Ela sussurrou:
“Mas amar-me é melhor que todas as coisas: se sob as estrelas-da-noite no deserto tu presentemente queimas meu incenso ante me, invocando-me com um puro coração, e a chama da Serpente nele, tu virás deitar-te em meu seio um bocadinho. Por um beijo tu então estarás querendo dar tudo; mas quem quer que dê uma partícula de pó perderá tudo nesta hora. Vós reunireis bens e abundância de mulheres e especiarias; vós vestireis ricas jóias; vós excedereis as nações da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no amor de me, e assim vós atingireis ao meu prazer. Eu vos encarrego de vir fervorosamente ante me em um simples robe, e coberto com um rico toucado. Eu vos amo! Eu anseio por vos! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, Eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguez do senso mais íntimo, vos desejo. Vesti as asas, e erguei o enroscado esplendor dentro de vós: vem a me!” AL, I, 61.
O Viajante não apenas cruzou o Grande Portal, como se tornou em um deus. Seu corpo, em sua viagem reluzia como reluz o corpo Dela. Mesmo mergulhado em Amor, ele deve se reger pela Vontade. No entanto, para aqueles próximos a ele, ele é obscuro como a Noite, como a Lua atrás deles. Para os seres viventes daquela terra cinza, ele é um tolo ou um mestre, e, no entanto, ele é a Incompreensão.
Não existe fé ou mesmo esperança, apenas certeza. Pois Ela disse:
“Eu dou prazeres inimagináveis sobre a terra; certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz inominável, descanso, êxtase; nem peço Eu coisa alguma em sacrifício.” AL, I, 58.
Certeza é a visão clara do Entendimento. Os tolos morrem com suas fés e rodeados pelas flores murchas de suas esperanças. Os Irmãos Negros, depois de a terem Beijado, negam o Seu Amor por velhas doçuras e aqui mais uma vez eu vos alerto, cuidado com o amor. Toda Fórmula está mudada e poucos são aqueles que verdadeiramente a compreendem. Nos é alertado:
“Invoca-me sob minhas estrelas! Amor é a lei, amor sob vontade. Nem que os tolos confundam o amor; pois existem amor e amor. Existe a pomba, e existe a serpente. Escolhei bem! Ele, meu profeta escolheu, conhecendo a lei da fortaleza, e o grande mistério da Casa de Deus.
Todas essas velhas letras de meu Livro estão corretas; mas tzaddy não é a Estrela. Isto também é secreto: meu profeta o revelará aos sábios.” AL, I, 57.
Os estudantes deveriam ler atentamente Liber ARARITA, Liber 418 e Liber Cordis Cincti Serpente. Ela se dá igual para o Céu e para a Terra, e aqui já não existe mais divisão…
sábado, 10 de setembro de 2011
Atu Dois de Copas – Amor
Ela é o Amor? Infelizmente não, Ela é a Vontade, que vem na sequência dos Atus, pois mesmo o Amor está em divisão. O Amor possui duas faces distintas, pois ele se banha em duas fontes: a das Águas Doces e das Águas Amargas. Amar é saber obedecer, é dominar a ansiedade e a curiosidade. Amar é apenas ser Íntegro em um exato momento. Se conhecermos a Raiz da Formação do Amor, compreenderemos a sua Natureza, mas o homem comum está distante, ele nada nas águas lodosas daquilo que simplesmente resta.
O Amor é aquilo que une e que divide: esta é a Natureza de Vênus. Poucos, no entanto, presenciaram o seu Nascimento, poucos são os vencedores da tal da Ordália X. Seu Filho se deteve em Daath, porque ele queria saber como que nós lidaríamos com nossas irmãs, o Ego, pois este era o nosso Jogo. Sim, Ela casou com o Senhor das Profundezas da Terra, mas o seu filho nasceu de Marte, seu amante. Assim, no Amor não existe qualquer resquício de Pecado, apenas Força e Vigor. Nesse Jogo, o que une é a Vontade (Dharma) e o que separa é o Amor (Karma).
Para conhecer Câncer é necessário mergulhar até as profundezas das águas, daquelas mesmas águas lodosas. O mergulho não pode ser feito sem o Consentimento de Vênus, isto é, sem o conhecimento de sua Natureza. Ela é o Céu. Ela é ISIS, em todo o Seu esplendor azul. E Ela disse:
Pois Eu estou dividida por causa do amor, para a chance de união.
Esta é a criação do mundo, para que a dor da divisão seja como nada, e o prazer da dissolução tudo.
Para estes tolos dos homens e para seus infortúnios não atenteis de todo! Eles sentem pouco; o que é, é balançado por fracos prazeres; mas vós sois os meus escolhidos.
Obedecei ao meu profeta! Persisti nas ordálias do meu conhecimento! Buscai-me apenas! Então os prazeres do meu amor vos redimirão de toda a dor. Isto é assim; Eu juro pela cripta de meu corpo; por meu sagrado coração e língua; por tudo que Eu possa dar, por tudo que Eu deseje de vós todos.
AL, I, 29/32.
Amar nunca foi fácil e talvez aqui estejamos perante a mais difícil das Ordálias: AMOR. As Fórmulas mudaram; muitos dos Sistemas foram aprimorados para acompanhar a evolução da psiqué humana; a Tradição foi revigorada e nós continuamos sem saber amar. Porque talvez sequer saibamos o que amamos.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Atu Dez de Copas - Saciedade
Estamos diante do princípio do desejo animal, que tende a arder furiosamente durante toda a vida humana. Por outro lado, representa o instinto das necessidades básicas da natureza de todos os animais, pois este Atu faz parte do instinto da alma animal (Kâma Rûpa).
O que sacia os nossos sentimentos: sexo, violência, solidão, dor...? Diversas são as fontes das nossas frustrações sempre movidas por ansiedades. Nada satisfaz o ser humano, nada para ele parece ser o suficiente, nunca existe descanso ou um limite. Nada para ele parece estar completo, uma vez que existe aqui o motor da impermanência. Existe limite? Existe realmente algo que nos satisfaz? São verdadeiras nossas paixões?
Em uma carta do meu falecido Instrutor, ele diz claramente: “O transe da saciedade leva o estudante a conhecer as primeiras portas da obscuridade de sua alma”. Com certeza, muitos mergulham no treinamento da mente, mas poucos são os que aprendem a Sentir. Este transe é o que irá aos poucos fortalecer o nosso Ego (Choronzon) e nos fará conhecer o grande demônio que se oculta no labirinto de nossa mente.
Aqui temos o princípio do refinamento humano, porque de todos os Dez este parece, apenas parece, ser o mais fácil de ser solucionado. Enquanto que os outros requerem coragem de decisão este requer a sensibilidade na direção de um verdadeiro trabalho de refinamento e de aceitação.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Atu A Princesa de Paus
Ela é a representação dos extremos, o extremo da ousadia, a ousadia inocente que desconhece o limite do perigo. A ousadia da inocência perante o mundo. Na busca da sua luz ela avança resoluta, mesmo que tenha de abrir mão de todas as suas riquezas. A nossa Princesa imola seu ego no seu fogo puro, no fogo do incenso, entregando a si mesma ao desconhecido. Pura como o fogo e a terra, ela se lança, ela dança, ela se eleva. Como uma jovem virgem ela entrega sua pureza, dá o último passo na direção de sua escolha, de sua volúpia, de sua liberdade.
A Princesa é a jovem rica e rebelde que escolhe o seu caminho quase que instintivamente, quase que inocentemente, inocentemente... Se há dúvida em seu coração, nós nunca o saberemos, pois ela segue firme, adaptativa, violenta muitas vezes, mas com a certeza de que sairá vitoriosa.
Impetuosa, fértil, rica, inocente sem dúvida, esta é a Princesa do Palácio dos Deuses. Sua ousadia é digna do nosso amor e da nossa admiração, pois devemos saber que nela congrega as três outras qualidades das nossas Princesas.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Atu 0 – O Louco
O Louco, o charlatão, o bobo da corte é também o nosso querido palhaço, aquele que ao nos fazer rir impulsiona a humanidade na direção de sua evolução. O palhaço é uma classe especial de homem, pois há de se ter talento para fazer rir e refletir ao mesmo tempo. Devo aqui repetir uma frase que certa vez utilizaram para elogiar o maior palhaço do século XX, Sir Charles Chaplin, que diz o seguinte: “O palhaço é aquele que ao saltar de um trampolim se elevou tão alto que ultrapassou as nuvens e todos os limites humanos, e atingiu as estrelas”.
O nosso palhaço é aquele que consegue realmente tocar as estrelas, que vê tudo a distância, com claridade e humildade. Ao fazer isso, ele nos traduz sua visão através de uma experiência mais profunda. Ao fazer isso, ele se comporta como o diabo, o anti herói, que ri e nos faz rir de nosso dia a dia, das nossas maselas, dos nossos sonhos humanos... É o único que consegue e que tem a nossa autorização para falar a verdade, de nos questionar. Assim como o diabo, ele ri de nós e nos convida a rir com ele, mas quem consegue rir de si mesmo? Quem consegue rir de suas próprias desgraças? Quem consegue rir de suas tolas conquistas? O palhaço é aquele que também consegue rir de seus mais profundos fracassos, daí o motivo de ser realmente engraçado. Só não ri quem está morto para toda e qualquer forma de verdade. Só não ri quem não é verdadeiramente livre.
O Louco é o que rompe com as fronteiras do tempo e das limitações. É o primeiro que rompe por terras desconhecidas e poucos são aqueles que teem a coragem de segui-lo. Segui-lo é deixar para trás um estranho e velho mundo moribundo, no qual nos acostumamos a andar como animais selvagens enjaulados. Segui-lo é reunir todas as nossas últimas coragens e arriscar uma nova vida ou uma velha morte.
Todo Louco é um solitário. Todo Louco é um Santo. Todo Louco é um embriagado de Amor. Todo Louco está morto para os olhos daqueles que não o entendem como tal. Todo Louco transcendeu sua masculinidade e sua feminilidade, ele é completo! Todo Louco é Inocente. Todo Louco é uma Criança e uma Besta...
O Diabo ri de maneira contida, quase imperceptível. O palhaço ri de maneira escrachada, sem dúvida. Um está rindo do mundo; o outro de si mesmo. Algumas vezes é difícil saber quem é um e quem é o outro, mas ambos são similares em essência. Durante certo tempo na história, o riso foi acorrentado da mesma maneira como as pessoas eram pelos seus senhores seculares e religiosos, mas é impossível deter o riso, o prazer, a alegria... A alegria é o princípio de toda liberdade. Não existe amor sem alegria. Não existe vida sem liberdade. Não existe luz sem o palhaço...
Devo contar, portanto, algo que descobri ao longo destas linhas: é o Louco quem nos insere na vida, da mesma maneira que o Diabo nos insere em nós mesmos. Por isso ambos estão rindo, nos convidando a sermos como seu macaquinho. Somos os seus aprendizes no final das contas. Adquirimos ao longo de nosso treinamento no picadeiro, a termos “o ponto” certo para o humor, para dizermos a verdade ao longo da piada.
Devemos aprender a rir, a rir de nossas virtudes e de nossos vícios. O riso nos mantém lúcido no momento da coroação de nossos objetivos. É o que mantém nossos pés fincados na realidade quando tudo à volta é insanidade.
O Louco é visto pelo velho mundo como um charlatão, um demônio, mas, em verdade, ele não passa de uma simples Criança, brincando com seu bichinho de estimação em seu jardim. O Louco em toda sua Verdade é um Solitário, um quase abandonado, mas se existe realmente uma Luz, esta emana dele...
Quem é verdadeiramente este Louco? Leiam e estudem Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticvs, Liber Cheth vel Vallum Abiegni… Invoquem cada célula de vossos corpos para direção deste Caminho… Como diz o Liber Cordis Cincti Serpente, Capítulo IV, Versículos 54 à 61:
“Este meu coração está cingido com a serpente que devora seus próprios anéis da cauda.
“Quando haverá um fim, ó meu querido, ó quando serão o Universo e o Senhor deste completamente engolidos?
“Não! quem devorará o infinito? Quem desfará o Erro do Princípio?
“Tu gritas como um gato branco no telhado do Universo; existe nenhum para te responder.
“Tu és como um solitário pilar no meio do mar; nenhum existe para Te ver, ó Tu, que vês tudo!
“Tu esmoreces, tu falhas, tu, escriba; gritou a desolada Voz; mas Eu te enchi com um vinho cujo sabor tu não conheces.
“Ele servirá para embriagar o povo da velha esfera cinzenta que rola no infinitamente Longe; eles lamberão o vinho como cães que lambem o sangue de uma linda cortesã trespassada pela Lança de um veloz cavaleiro que atravessa a cidade.
“Eu também sou a Alma do deserto; Tu deves buscar-me novamente ainda na solidão da areia.”
Benção e Veneração à Besta, o Profeta da Amorável Estrela.
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Iremos iniciar agora em 06 de Maio de 2025, mais uma turma de Tarot de Thoth, ON-LINE. As pessoas interessadas podem escrever para maiores i...
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